Escassez de água faz com que a mesma passe a ser negociada em Wall Street

 

O uso de água sem consciência, a poluição e os fatores climáticos reduziram consideravelmente as reservas daquela que é considerada a base da vida no planeta, a água.

Nos próximos anos, podemos esperar ver guerras entre nações pelo controlo do recurso natural e parece que a mesma vai começar a ser negociada em “contratos futuros” na bolsa de Wall Street, naquele que é um momento histórico.

A água começou a ser cotada na bolsa, pelo que agora o seu preço pode oscilar, tal como outros recursos naturais, por exemplo, ouro, petróleo ou trigo, porque com a escassez cada vez mais pronunciada da mesma espera-se que com esta medida haja uma melhor gestão do risco, para além do facto de na Califórnia os preços por 1,22 metros cúbicos terem duplicado num ano, atingindo um preço de 486,53 dólares.

 

De acordo com o Nasdaq Veles California Water Index, que é um indicador do valor futuro da água na Califórnia, será possível estabelecer preços que protejam os agricultores, os fundos, bem como os municípios, para que haja um maior equilíbrio entre a oferta e a procura deste bem fundamental, e desta forma evitar que estes sectores fiquem sem ele.

De acordo com as Nações Unidas (ONU), os Estados Unidos e a China são os principais consumidores de água, enquanto mais de 2 milhões de pessoas vivem em áreas com sérios problemas na sua obtenção. Para além disso, nos próximos anos, dois terços da população mundial terão problemas de abastecimento de água, o que gerará uma enorme migração para áreas mais favoráveis.

O que dizer?