Estudo comprova que Cristiano Ronaldo é “imune” à pressão e que o seu nível de performance é o mesmo “em qualquer cenário possível”

 

Na terça-feira à noite, Cristiano Ronaldo provou mais uma vez que é o melhor jogador para as grandes ocasiões.

O vencedor da Bola de Ouro por cinco ocasiões marcou mais dois golos pelo Manchester United no seu crucial confronto da Liga dos Campeões frente à Atalanta, incluindo um magnífico golo do empate aos 91 minutos para ajudar o clube a manter-se no primeiro lugar do Grupo F.

Ninguém pode questionar o impacto de Ronaldo em Old Trafford desde o seu regresso. De facto, todos os 7 pontos da fase de grupos do United na Liga dos Campeões vieram como resultado dos seus golos tardios. Depois do apito final do jogo de terça-feira, Rio Ferdinand disse que Ronaldo surge sempre no momento crítico: “Em qualquer país, em qualquer estádio, em qualquer altura. Ele surge sempre nas maiores ocasiões e faz o que tem de fazer”.

Ferdinand tem certamente um ponto de vista válido. Em 2019, uma investigação conduzida pela empresa de análise desportiva SciSports descobriu que o jogador de 36 anos não era como qualquer outro jogador do futebol mundial quando se trata destes grandes momentos de grande pressão.

Em conjunto com a universidade de investigação KU Leuven, eles decidiram averiguar o quanto os níveis de performances são afetados pela pressão dentro de campo nos momentos-chave dos jogos de futebol. Foram recolhidos dados de 7.000 minutos de jogos e o estudo teve um resultado muito curioso: Ronaldo é imune à pressão.

O capitão de Portugal é, sem surpresas, “imune” à pressão, com os seus níveis de desempenho a permanecerem os mesmos em “todos os cenários possíveis”.

 

Outro jogador que se destaca sob pressão é o avançado do Barcelona Sergio Aguero, de acordo com o mesmo estudo. Mas quem mais é que se destaca sob pressão?

De acordo com o estudo, o avançado do Paris Saint-Germain Neymar é “adversamente afectado pelo stress” nos jogos, tal como o extremo do Real Madrid, Eden Hazard.

O avançado brasileiro “toma decisões mais pobres sob pressão”, de acordo com o analista da SciSports Jan van Haaren, enquanto que Hazard também é afetado pela pressão, e muitas vezes toma más decisões no jogo enquanto está na posse de bola.

O professor Jesse Davis, do Departamento de Informática da KU Leuven, falou sobre a investigação:

“A pressão mental já foi amplamente estudada em desportos como o basebol e o basquetebol, mas no futebol, este é um território inexplorado. É por isso que desenvolvemos um modelo que utiliza a aprendizagem mecânica para estimar quanta pressão mental é sentida pelo jogador na posse da bola”.

“O modelo analisa como um jogador atua sob pressão: que decisão toma, se a acção escolhida bem executada e que impacto tem a acção escolhida no resultado do jogo”.

Muito curioso.