Ex-espiã russa diz que foi ensinada a seduzir os seus alvos quando tinha apenas 18 anos

 

Uma mulher russa que afirma ter treinado como espiã no mesmo programa militar que Vladimir Putin descreveu como foi ensinada a “seduzir” os seus alvos, isto quando tinha apenas 18 anos de idade.

Nascida na URSS, esperava-se que Aliia Roza seguisse os passos do seu pai, um general militar de alta patente, e se juntasse aos militares. Ela passou a ser treinada como espiã, alegadamente com as mesmas pessoas que treinaram o próprio presidente russo, e comparou a experiência com o famoso filme de Red Sparrow, de 2018.

O filme teve Jennifer Lawrence como Dominika Egorova, uma antiga bailarina que se inscreveu num programa dos Serviços Secretos russos e começou a usar o seu corpo como arma para encurralar um agente da CIA.

Ao ver filmes como esse e outros do género, Roza disse: “Como é que eles sabem todas estas coisas?”

Roza, que tem agora 37 anos, descreveu a sua experiência no seu centro educativo onde lhe foi ensinado “como seduzir os homens, como manipulá-los psicologicamente e como fazê-los falar para que [os espiões] possam entregar informações à polícia”.

Para a sua primeira tarefa, Roza disse que tinha de fingir ser uma prostituta para poder “ir a uma discoteca e seduzir o líder de um bando criminoso que traficava droga”.

 

“Era uma loucura”, recordou ela, “eu andava com uma série bandidos que lutavam entre si e se matavam uns aos outros”.

O alvo na missão era um homem chamado Vladimir, e Roza disse que os membros do seu bando “descobriram que [ela] estava no exército fazia muito pouco tempo”.

Ela recordou o momento em que membros de um gangue a perseguiram, tendo explicado como é que eles a meteram num carro e a deixaram numa floresta escura:

“Estava tão escuro, e 10 homens começaram a bater-me. Vladimir salvou-me de ser morto”, disse ela.

A espiã acabou por se apaixonar pelo alvo e descreveu como Vladimir deu os seus contactos em Moscovo para ela entrar em contacto ‘no caso de lhe acontecer alguma coisa'”.

Ela afirmou que a polícia começou a segui-la e disse que os amigos de Vladimir a esconderam “durante cerca de um ano”.

Tendo sido forçada a mudar-se, Roza apaixonou-se mais tarde por um oligarca russo, com quem casou em 2006 e ficou grávida. O seu marido foi mais tarde preso antes de falecer na prisão, e Roza está agora determinada a fazer um nome por si própria, com o intuito de mostrar ao seu filho que as pessoas podem mudar as suas vidas.

Ela mudou-se para a Suíça e depois para Londres, antes de se mudar para se estabelecer nos Estados Unidos. O que dizer deste estilo de vida?