Fabricantes de automóveis dizem adeus ao “cheiro a carro novo”, porque é nocivo para a saúde

 

Estrear um carro novo é uma das melhores sensações do mundo e o aroma a novo que se mantém durante os primeiros meses de utilização é intoxicante e apesar de muitos adorarem, está mesmo em vias de desaparecer, porque é intoxicante também no sentido literal.

Os carros recém saídos das fábricas têm um odor característico que não é criado propositadamente mas que é emanado dos compostos orgânicos voláteis (COV) dos materiais utilizados nos interiores dos automóveis. A verdade é que o aroma é muito bom mas não faz nada, nada bem…

Existem oito COV principais no interior de um carro: etanal, acroleína, benzeno, etilbenzeno, formaldeído, estireno, tolueno e xileno, que provêm dos plásticos e têxteis com que se fabrica o interior do veículo.

O problema destes químicos é que todos misturados, acabam por ser nocivos e podem provocar um quadro de sintomas como irritação nos olhos, espirros, tonturas, falta de ar, fadiga, náuseas e dor de cabeça, associados diretamente com o uso de um carro novo.

 

Desde 2005 que foram registadas reações alérgicas provocadas pelo odor dos automóveis novos e na Coreia do Sul, começaram a ser implementadas medidas perante os COV em 2007, algo que já se propagou para outros países como o Japão ou a Rússia.

Agora, na China já existe uma legislação que obriga os fabricantes de automóveis a utilizar novos materiais sem odores na sua produção, legislação essa que entrará em vigor em 2021.

Esta mudança de materiais é parte da Resolução Mútua No. 3 da Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa e seguramente chegará a mais países brevemente.

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