Greta Thunberg apela à ‘mudança’, uma vez que a NASA declara o ano 2020 como o ano mais quente de que há registos

 

Greta Thunberg apelou à “mudança” nas suas redes sociais depois da NASA ter declarado 2020 como o ano mais quente de que há registos.

A ativista ambiental de 18 anos escreveu no Twitter: “Estamos numa emergência climática e ainda não se vêm mudanças. Os únicos que podem mudar isso somos nós. Divulguem a mensagem. Sejam a mudança.”

O Goddard Institute for Space Studies(GISS) da NASA em Nova Iorque descobriu recentemente através da sua análise que 2020 ultrapassou 2016 para ser o ano mais quente de que existem registos por menos de 1/10 de 1º, revelou a agência espacial num comunicado à imprensa.

No entanto, vale a pena mencionar que esta unidade de medida está abrangida pela margem de erro da NASA, o que significa que os dois anos são, de facto, os mais quentes de que há registo.

Entretanto, a US National Oceanic and Atmospheric Administration pôs 2020 imediatamente atrás de 2016 no ano mais quente registado.

Num comunicado à imprensa da NASA, o diretor do GISS, Gavin Schmidt, disse:

“Os últimos 7 anos foram os mais quentes de que há registo, caracterizando a tendência de aquecimento contínuo e dramático.”

 

“Se um ano é ou não um recorde não importa – as coisas importantes são as tendências a longo prazo. Com estas tendências, e à medida que o impacto humano sobre o clima aumenta, será de esperar que os recordes continuem a ser batidos.”

O impacto ambiental de um planeta mais quente tem potencial para ser devastador.

Segundo o New York Times, ao falar depois de Novembro ter sido declarado o Novembro mais quente de sempre, Carlo Buontempo, director do Copernicus Climate Change Service (CS3), disse: “Estes registos são consistentes com a tendência de aquecimento a longo prazo do clima global”.

“Todos os responsáveis pela definição de políticas que dão prioridade à atenuação dos riscos climáticos, devem ver estes registos como sinais de alarme e considerar mais seriamente do que nunca a melhor forma de cumprir os compromissos internacionais estabelecidos no Acordo de Paris de 2015.”

O Acordo de Paris foi concebido para impedir que as temperaturas globais subissem mais de 1,5°C, mas em 2017, Donald Trump anunciou que os EUA iriam abandonar o acordo.

Contudo, a Sky News informa que Joe Biden está a preparar-se para reentrar no acordo depois de ter tomado posse como presidente.