Homem explica o porquê de não ceder o lugar a uma grávida no autocarro

 

Quando estás sentado em transportes públicos a abarrotar de gente – quer seja um autocarro, metro ou comboio – é uma norma social estabelecida, abdicar do teu lugar se uma pessoa idosa entrar, alguém com movimentação reduzida ou uma mulher grávida.

Mas um homem justificou a sua decisão de não dar o seu lugar a uma grávida que entrou no autocarro depois de ter terminado um “longo dia” no trabalho e de ter os “pés doridos”.

O homem foi ao Reddit para obter algumas opiniões de outras pessoas depois de dizer que a sua família “perdeu completamente a cabeça” quando chegou a casa e explicou a sua situação.

Ele escreveu sobre como tem andado de autocarro desde um acidente de carro e está à espera de arranjar um veículo novo. Entretanto, ele “aprecia” o tempo passado sentado no seu caminho para casa e não acha que deva abdicar do seu lugar por alguém que está a carregar um bebé, quando isso é “uma escolha dela”.

No desenrolar, ele escreveu: “Então ontem à noite estou no autocarro, e uma senhora grávida entra. Ela procura um lugar, mas não há mais nenhum disponível. Sou o mais próximo dela, por isso ela começa a olhar-me com um olhar implorante.”

Eventualmente, a mulher começou a falar com o homem e presumimos que lhe pediu um lugar.

Ele continuou: “Não fui rude nem nada, apenas lhe disse que não, tive um longo dia e os meus pés estavam doridos. Não quero dar o meu lugar.”

“Ela começou a chorar sobre como é uma mãe solteira grávida, e eu pedi-lhe desculpa, mas essa foi a sua escolha pessoal e ela não pode esperar que outras pessoas se acomodem com as suas escolhas de vida.”

“Vivemos num estado em que o controlo de natalidade e os abortos são gratuitos, por isso não sei porque é que isto deveria ser problema meu. Não é culpa minha que ela tenha decidido ter um bebé quando não tem dinheiro para um carro.”

 

O homem continuou a dizer que um velho gritou que ele era um “rebelde inútil” antes de gritar “malditos millennials“, aos quais optou por fingir não ouvir.

Ao chegar a casa, o homem disse que contou à sua irmã que “se passou” antes dos seus pais lhe darem um sermão por ele não ter dado o seu lugar.

Ao pedir opiniões, uma pessoa respondeu: “Isto de dar os lugares às grávidas e aos idosos não se deve ao facto de estarem grávidas ou serem idosos, mas sim porque estes grupos em particular são mais propensos a cair e a sofrer lesões graves quando o fazem.”

Alguém acrescentou: “Está a queixar-se de “ter os pés doridos” quando os pés dela provavelmente estavam a doer mais do que os seus. Acredite. Os dela estavam a doer mais do que os seus.”

“A forma como fala dela é nojenta. Está a insinuar que ela não deveria ter engravidado ou que devia ter feito um aborto, o que é ridículo como a m****. Está também a insinuar que ela é demasiado pobre para ser mãe só porque está a apanhar o autocarro.”

Continuaram a dizer: “A forma como fala e age sobre toda esta situação é ridícula. Devia ter vergonha.”

Defendendo a publicação original, outro disse: “Nos autocarros, normalmente a regra é, o primeiro a chegar é quem se senta no lugar. Ninguém comprou aquele lugar. Sim, culturalmente pode ser considerado a coisa certa a fazer, mas não há obrigação nenhuma. A forma como ele agiu, falou e contou a história faz dele um idiota, mas não o facto de ele não ter desistido do lugar.”