Mapa do Supercontinente Pangeia mostra países que eram vizinhos há milhares de anos

 

Durante o período Permiano, o último da era Paleozoica, correspondente ao período entre 299 a 251 milhões de anos atrás, havia apenas um Supercontinente na Terra chamado Pangeia. Nessa altura, o planeta tinha apenas um oceano, Pantalassa.

Os supercontinentes foram formados quando as placas tectónicas começaram a deslizar sobre o manto, que fez com que as massas quebrassem e dessem resultado a novas formações. Essa é a principal razão pela qual uma parte antiga do Canadá foi descoberta ligada à Austrália.

Também é por essa razão que fosseis de espécies como o Lystrosaurus podem ser encontrados em vários locais na Antártida, Índia, e África do Sul mas não são encontrados em mais lado nenhum. Podemos não o sentir, mas os continentes estão constantemente em movimento.

O cartógrafo amador Massimo Pietrobon criou um mapa conceptual chamado Pangea Politico que mostra qual seria o aspeto do mundo se a Pangeia ainda se mantivesse intacta.

 

O seu mapa foca-se mais em política do que em geologia, mas ainda assim mostra onde estariam os países na sua posição inicial, anterior ao movimentos das placas tectónicas.

O mapa mostra a Rússia e a América muito mais próximas do que estão agora, e a Índia e a Antártida tão próximas que partilhariam o mesmo clima. Podemos ver também que o Pai Natal viveria na Coreia e que Cuba não seria uma ilha.

Pietrobon explica que os europeus poderiam chegar a África de bicicleta, os afro-americanos podem visitar os seus primos africanos apenas com uma viagem de autocarro, e que os marroquinos podem simplesmente caminhar até ao Quebec.

Assim sendo, o natural é questionar como estará o mundo daqui a 250 milhões de anos. O movimento constante das placas tectónicas pode provocar a colisão do norte de África com o sul da Europa. O mesmo pode ser dito sobre o Sudeste da Ásia e a placa Australiana. Os especialistas dizem que é muito provável que outro supercontinente seja formado.