Mulher com excesso de pelos faciais devido a um problema de saúde desenvolve uma barba completa

 

O síndrome do ovário policístico fez com que esta mulher oriunda de Nova Iorque desenvolvesse pelos faciais em excesso e depois de ter constatado que não podia mudar essa situação, ela decidiu abraçar esse problema e desenvolveu uma barba completa.

Alma Torres, oriunda do Bronx, desenvolveu o síndrome do ovário policístico aos 15 anos de idade, mas só aos 18 foi diagnosticada com o problema. O síndrome é uma condição hormonal que afecta o funcionamento dos ovários e causa sintomas como período irregular, aumento de peso, desenvolvimento em excesso de pelos e infertilidade.

Enquanto estava no ensino secundário, Alma deu por si a desenvolver muitos pelos na cara, sendo que era muitas vezes motivo de gozo por causa disso.

A mulher de 27 anos explicou: “As pessoas gozavam muito com isto na minha escola e a certo ponto, uma psicóloga da minha escola veio perguntar-me se me incomodava, sendo que aí sim percebi que todos os dias via alguém a segredar coisas sobre mim nesse sentido. Isto mudou tudo para mim. Fiz a barba a primeira vez quando tinha 16 anos, e passei os 8 anos seguintes a tentar livrar-me dos pelos que tinha na cara.”

 

Alma diz que foi diagnosticada aos 18 anos de idade, descrevendo o momento como “uma chapada na cara”. Sabendo que podia ser infértil, isto fez com que Alma passasse uns períodos muito deprimida, sempre a tentar esconder os seus pelos em excesso.

A mulher tentou até tratamentos a laser mas um ano depois do diagnóstico, ela começou a tentar abraçar a sua condição e hoje, ela vive com uma barba completa.

Alma diz que chegou a um ponto da vida em que percebeu que “precisava de mudar” e aos 23 anos de idade, teve a coragem necessária para deixar a sua barba crescer.

Apesar de ter noção de que muitas pessoas olham para ela como se fosse estranha, sendo que alguns até tiram fotografias, Alma diz já ter aprendido a viver com isso.

Através das redes sociais, Alma espera inspirar outras mulheres com o mesmo síndrome a gostarem do seu corpo tal e qual como ele é.