Mulher que começou a ter barba aos 15 anos de idade encara a vida com pêlo facial

 

Uma mulher que começou a ter pêlo facial na adolescência diz que a sua barba é a sua “característica marcante”, apesar de receber comentários negativos de estranhos.

Klyde Warren, de 27 anos, tinha apenas 15 quando começou a ter excesso de pêlo no rosto, e soube logo que não o queria remover.

Klyde, oriunda do Nebraska, nos EUA, disse: “Tudo começou na escola, em que eu tinha um bigode mais espesso do que o normal. Decidi apenas aceitá-lo de imediato.”

“A minha mãe tinha algo a dizer sobre o assunto. Ela não gostou nada e disse-me para tratar do assunto, mas eu não me importei. Recusei-me a depilá-lo.”

“Limito-me a trabalhar na minha confiança, não há problema em ser um bocadinho diferente.”

“Muitas pessoas são inseguras, mas é preciso aprender a estar confortável na nossa própria pele, algo que pode ser bastante difícil.”

“O universo queria que fosse assim, por isso vou confiar nele”.

A escritora independente diz que é fácil cuidar da sua barba, lavando-a uma vez por dia e aparando-a ocasionalmente, mas admite que isso tem um impacto na sua vida amorosa.

 

Klyde disse: ” Recebo muitos olhares, e as pessoas no Tinder param para me enviar mensagens e dizer que sou repugnante e nojenta.”

“Isso incomoda-me no momento, mas estou bastante confiante. Ninguém gosta de receber comentários como estes.”

“Algumas pessoas com quem saio ficam demasiado afeiçoadas à barba e vêem-na como a minha principal característica, mas o meu último namorado apoiava-me muito e gostava da minha barba de forma saudável”.

De acordo com o NHS, o pêlo facial é muitas vezes causado pela Síndrome Ovários Policísticos, mas noutros casos, como o de Klyde, a causa não é conhecida.

Para além do excesso de pêlo no rosto, o hirsutismo pode provocar o crescimento de pêlo grosso e escuro no peito, pescoço, barriga, costas, nádegas ou coxas de uma mulher.

Não é prejudicial, e as mulheres que têm esta condição podem optar por remover o pêlo se quiserem, ou seguir o exemplo de Klyde e aceitá-lo.