O recluso mais perigoso do Reino Unido vai morrer trancado numa caixa de vidro no subsolo

 

Um assassino em série que tenha estado preso na solitária durante mais de 40 anos irá morrer numa cela de vidro que foi construída propositadamente para ele depois de ter sido considerado “demasiado perigoso” para estar perto de outros reclusos.

Robert Maudsley levou a cabo o seu primeiro assassinato em 1974, quando tinha apenas 21 anos de idade. Mais tarde, acabou por a matar mais três pessoas na prisão.

O homem de 68 anos, que era um trabalhador do sexo na adolescência, teve um cliente chamado John Farrell que se tornou a sua primeira vítima depois de ter mostrado a Maudsley fotografias de crianças de quem ele havia abusado sexualmente.

Depois disso, foi encarcerado para toda a vida e ordenado a permanecer no Hospital Broadmoor onde matou outro recluso de forma brutal, depois de lhe ter perfurado a orelha até ao crânio com uma colher.

Apelidado de Hannibal, Maudsley foi então transferido para Wakefield, que é uma prisão de segurança máxima onde ocorreram mais dois homicídios em 1978.

Considerado demasiado perigoso para estar perto de outros prisioneiros, foi decidido então que Maudsley fosse transferido para uma cela especial que seria construída de propósito para ele.

 

Esta cela, que ficou pronta para Maudsley em 1983, mede apenas 5,5m por 4,5m e estava contida dentro de uma série de janelas à prova de bala, em semelhança com a prisão em gaiola de vidro que manteve Hannibal Lecter cativo no icónico filme Silence of the Lambs, de 1991.

Consta-se que dentro dessa cela há uma cama, uma mesa e uma cadeira feitas de cartão comprimido, bem como uma sanita e um lavatório que são firmemente aparafusados ao chão.

De acordo com o Guardian, há também uma porta de aço maciço que abre dentro de uma pequena jaula dentro da cela, com uma pequena greta para os guardas conseguirem passar alimento e eventuais outros itens a Maudsley.

Em 2003, foi dito que o prisioneiro permanece na sua cela durante 23 horas por dia, e deve ser escoltado até ao pátio por seis guardas prisionais para a sua hora de exercício diário, sendo que não lhe é permitido qualquer contacto com os outros reclusos.

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