Oligarca russo com fortuna avaliada na ordem dos milhares de milhões já não consegue sequer pagar à empregada devido às sanções da Europa Ocidental à Rússia

Um oligarca russo deu que falar recentemente porque apesar de ter uma fortuna avaliada na ordem dos biliões de euros, agora tem de limpar a sua própria casa porque não tem dinheiro para manter os seus empregados.

 

Mikhail Fridman disse que não “sabe viver” depois de a sua riqueza ter sido reduzida a nada devido às sanções da Europa Ocidental à Rússia aquando da invasão russa à Ucrânia.

O empresário russo vive actualmente no Reino Unido e tem um património líquido de cerca de 9 mil milhões de euros. Recentemente, Fridman contou à Bloomberg o seu sofrimento depois de ter sido alvo de sanções da União Europeia a 28 de fevereiro e do Reino Unido a 15 de março.

“Acreditávamos sinceramente que éramos tão bons amigos do Ocidente que não podíamos ser castigados”, disse.

O magnata bancário de 57 anos foi co-fundador da empresa de investimento londrina LetterOne e é um antigo membro da direcção do Alfa-Bank da Rússia.

Já anteriormente se havia queixado das sanções da UE, chamando-lhes de “infundadas e injustas”. Mas na sua entrevista com a Bloomberg, explicou como nunca pensou que isto lhe pudesse acontecer, pois acreditava que a sua relação com o Ocidente era suficientemente forte para se esquivar a tais sanções.

“Não sei como viver”, disse ele. “Talvez tenha de ser eu a limpar a minha própria casa”.

Apesar de estar completamente da realidade nos dias que correm, Fridman pelo menos admitiu que limpar a sua própria casa era um comportamento “normal”:

“Quando eu era estudante, vivia num pequeno quarto num dormitório com quatro homens. Mas após 35 anos, é algo inesperado”, disse o magnata.

O oligarca afirma ter actualmente um subsídio de cerca de €3,500 mensais. Mais do que isso, ele também tem de solicitar uma licença especial para gastar esse dinheiro.

Ele criticou as sanções, afirmando não ter poder sobre Putin ou sobre as decisões do Kremlin.

“Nunca estive em nenhuma companhia do estado ou posição do estado”, disse. “Se as pessoas que estão no comando da UE acreditam que, devido às sanções, eu poderia abordar o Sr. Putin e dizer-lhe para parar a guerra na expectativa de que isso funcionasse, então receio que estejamos todos em grandes apuros”.

A pergunta que se faz é: quando é que isto acaba?