Rússia confirma o uso de mísseis termobáricos na Ucrânia que podem “romper pulmões”

A Rússia admitiu poder vir a utilizar mísseis termobáricos “que podem romper pulmões” no seu ataque à Ucrânia, confirmou há poucos dias o Ministério da Defesa.

 

Embora não existam leis internacionais que proíbam especificamente a sua utilização, as armas termobáricas – frequentemente referidas como bombas de vácuo – são rigorosamente regulamentadas e são controversas devido aos danos que causam.

Ao contrário das bombas convencionais, as armas termobáricas sugam o oxigénio do ar circundante para criar uma explosão a alta temperatura.

Os foguetes contêm uma mistura de combustível altamente explosivo e químicos, e ao serem detonados enviam ondas de explosão supersónicas que podem destruir edifícios, causar a ruptura pulmões e outros órgãos internos e causar queimaduras.

Numa publicação partilhada no Twitter, o Ministério da Defesa Ucraniana escreveu: “O Ministério da Defesa russo confirmou a utilização do sistema de armas TOS-1A na Ucrânia. O TOS-1A utiliza foguetes termobáricos, criando efeitos incendiários e de explosão”.

As bombas termobáricas foram desenvolvidas nos anos 60 tanto pelos Estados Unidos como pela União Soviética.

A Rússia terá detonado a maior bomba de vácuo alguma vez feita em 2007, resultando numa explosão equivalente a 39,9 toneladas.

Alexander Rukshin, um chefe adjunto do pessoal das forças armadas russas, disse à televisão estatal russa Channel One na altura: “Os resultados dos testes do dispositivo explosivo de aviação que foi criado mostraram que é comparável às armas nucleares na sua eficiência e potencial”.

Diz-se que os Estados Unidos terão lançado um míssil termobárico sobre os Talibãs em 2017, deixando uma cratera com mais de 300m de largura.

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